
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, deve propor uma suavização nas regras para corte de emissões de poluentes dos automóveis. Atualmente, a meta estipulada é de que, até 2032, as fabricantes obtenham uma redução de 56% em todos os veículos novos produzidos no país.
Além disso, segundo a proposta inicial da EPA (sigla para Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) para o período de 2027 a 2032, os carros elétricos deveriam responder por 60% do volume produzido pelas montadoras a partir de 2030, subindo para 67% a partir de 2032.
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Entretanto, as novas regras, que devem ser apresentadas em breve, vão propor que os carros elétricos respondam por menos de 60% do total de veículos produzidos a partir de 2030.
A União dos Sindicalistas dos Estados Unidos (UAW), que manifestou anteriormente apoio a Biden, disse que a proposta da EPA deve ser revisada para que se torne mais rigorosa “de forma mais gradual” e “em um período maior de tempo”.
Montadoras criticam e cobram incentivos
No mês passado, a Aliança para Inovação Automotiva, um grupo que reúne representantes de gigantes como General Motors, Ford, Stellantis, Toyota e Volkswagen, classificou a proposta inicial da EPA como “nem racional muito menos atingível”.
Além disso, a entidade cobrou incentivos para que a indústria possa fazer com que os carros eletrificados (ou seja, híbridos e elétricos) correspondam de 40% a 50% do volume produzido dentro de seis anos.
De acordo com o “The New York Times”, a EPA também pode propor a extensão do prazo para que as fabricantes se adaptem às mudanças, que passaria de 2030 para 2032.
