A GM, que já recebeu US$ 19,4 bilhões do governo este ano, trabalha intensamente para reduzir custos e débitos importantes junto a credores, especialmente trabalhadores e detentores de títulos. Representantes do sindicato UAW devem ainda votar se aceitam os termos negociados com a montadora para alterar a dívida de US$ 20 bilhões com fundos trabalhistas.
A GM deve solicitar outros US$ 7,6 bilhões do Tesouro depois de receber sinal verde para a mudança, tornando-se refém do governo norte-americano na reestruturação da operação completa – da cadeia de fornecimentos até a rede de distribuição. As negociações se estendem ao Canadá, envolvendo também interesses do governo, distribuidores, fábricas e trabalhadores.
Decisão sobre Opel
O perfil de uma nova General Motors dependerá também da decisão do governo alemão sobre a venda de participação expressiva na Opel, subsidiária da montadora norte-americana. A escolha da empresa que comandará as operações européias da Opel pode acontecer na quarta-feira, segundo as agências de notícia internacionais.
A Fiat fez sua proposta, mas logo depois foi anunciada uma preferência pela oferta da Magna, apoiada em investidores russos. A empresa italiana renovou a proposta, com mais vantagens. O grupo belga RHJ International também está na parada, de modo mais discreto.