
O governo dos Estados Unidos (EUA) informou que está em processo de finalização das novas regras de emissões para o país com padrões rígidos para veículos pesados. Mas não é bem assim. As normas não devem ser como as esperadas em 2023 e estão mais amenas.
Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA), as novas regras vão entrar em vigência em 2027 com validade até 2032. A expectativa é de que a legislação deve evitar que 1 bilhão de toneladas de gases do efeito estufa sejam emitidos até 2055 e gerar US$ 13 bilhões em economias para o governo.
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No entanto, a EPA admitiu que as propostas do ano passado teriam evitado a emissão de 1,8 bilhão de toneladas de poluentes. Segundo a agência, as normas finais tornam os requisitos mais rigorosos a um ritmo mais lento e atrasam o início de novas regras para tratores e alguns veículos profissionais pesados.
Os veículos pesados são responsáveis por 25% de todas as emissões de gases poluentes do setor dos transportes, que é responsável por 29% das emissões nos EUA.
“Os padrões são tecnologicamente neutros e baseados em desempenho, permitindo que cada fabricante escolha qual conjunto de tecnologias de controle de emissões é mais adequado para eles e para as necessidades de seus clientes”, informou a EPA.
Apesar de regras mais amenas de emissões, fabricantes reclamam
Pelas novas normas, estão previstas taxas de vendas projetadas de veículos elétricos mais baixas para os anos de 2027 a 2029 do que a proposta original.
A Associação de Fabricantes de Caminhões e Motores, que representa a Daimler Truck, Volvo, Cummins e outras montadoras de pesados, afirmou estar preocupada que a regra acabe sendo “a mais desafiadora, cara e potencialmente perturbadora da história”.
A associação acrescentou que a percentagem de veículos com emissões zero, como movidos a célula de combustível ou elétricos, que uma empresa deva vender estaria “para além da sua própria capacidade de controle”.
A entidade disse que as metas para além de 2030 continuam “inatingíveis”, dado o estado atual da tecnologia de emissão zero, a falta de infraestrutura de carregamento e as restrições na rede elétrica.
Os limites atuais de emissões para caminhões pesados foram estabelecidos em 2016, abrangendo os anos de 2021 a 2027.