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EUA pode obrigar alerta de uso de cinto de segurança para todos os passageiros

Proposta feita pela NHTSA ainda precisa ser aprovada pelos órgãos do país
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Vitor Matsubara

24 ago 2023

2 minutos de leitura

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Todos os veículos comercializados nos Estados Unidos podem sair de fábrica com alerta de uso de cintos de segurança para todos os passageiros. É o que propõe um projeto apresentado pelo NHTSA, órgão responsável pela regulamentação do trânsito e segurança viária no país.

A ideia é atualizar uma lei federal para proteção aos passageiros dos automóveis conhecida como Federal Motor Vehicle Safety Standard 208. A regra exige que todos os veículos tenham alerta de uso de cinto de segurança para o motorista, mas não demanda que o mesmo aviso para os demais passageiros.


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No caso dos bancos dianteiros, a proposta estabelece um alerta audiovisual que permaneça ativado até que os cintos de segurança sejam afivelados. Outro item obrigatório seria um aviso, também audiovisual, caso um dos ocupantes desafivele os cintos, sendo que o alerta só cessaria a partir do momento em que os cintos voltassem a ser afivelados.

 

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Para o banco de trás, a ideia é exigir um alerta visual que comece a funcionar após a partida do motor e que tenha duração mínima de 60 segundos. Além disso, a proposta exigiria o mesmo aviso audiovisual dos assentos frontais, que funcionaria toda vez que os cintos sejam afivelados quando o veículo estiver em funcionamento.

Regra precisaria ser cumprida em até dois anos

A proposta seria válida para automóveis de passeio, picapes e a maioria dos ônibus, além de vans com peso bruto total de até 4,5 toneladas.

De acordo com a NHTSA, as montadoras poderiam alterar as características dos alertas, como frequência e volume do aviso sonoro.


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Caso seja aprovada, a regra para os passageiros dianteiros começaria a vigorar no dia 1º de setembro e teria prazo de um ano para ser cumprida após a publicação. No caso dos bancos traseiros, a regra entraria em vigor no mesmo dia, mas o tempo para que as montadoras se adequem seria de dois anos. 

A Aliança para Inovação Automotiva, que representa a maioria das montadoras dos Estados Unidos, ainda não se pronunciou sobre a proposta.