
A Casa Branca vai divulgar detalhes de um complexo plano econômico. O objetivo do projeto seria o de proteger o setor automotivo dos Estados Unidos (EUA) de uma nova “invasão chinesa”.
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“A China está inundando mercados globais com uma onda de exportações de automóveis numa época em que eles estão passando por um excesso de produção de veículos. Já vimos esse filme antes, em meados dos anos 2000, que acabaram prejudicando nossa manufatura”, afirmou Lael Brainard, um dos mais respeitados conselheiros de economia da Casa Branca.
Meta é evitar crescimento de marcas da China
Brainard admitiu que a ideia do governo de Joe Biden é “evitar uma segunda onda chinesa”. Ou seja: tomar atitudes para impedir que carros vindos da China invadam o mercado com preços abaixo dos valores médios praticados nos EUA.
Com isso, os norte-americanos acreditam que a indústria automotiva dos EUA “poderá se manter competitiva no cenário global.”
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A economista citou, como exemplo, uma análise que indicou que mais 55 mil empregos foram perdidos na região metropolitana de Detroit por causa da concorrência com a China desde 2001.
Apesar disso, poucos automóveis e caminhões chineses são importados para os Estados Unidos na atualidade.
Governo Biden abre ofensiva contra chineses
A administração de Biden tem adotado medidas protecionistas radicais contra as montadoras chinesas.
Alguns meses atrás, o governo quadruplicou o imposto de importação sobre carros elétricos vindos da China. A tributação passou dos antigos 25% para 100%. A nova alíquota começou a valer em setembro.
Já na última segunda-feira, 23, a Câmara do Comércio dos Estados Unidos propôs a proibição do uso de softwares e hardwares de origem chinesa em veículos conectados vendidos nos Estados Unidos.
Caso seja aprovada, a proposta vai impedir praticamente todos os carros chineses de ingressarem no país.
“Os americanos podem dirigir qualquer carro que desejarem, seja ele movido a gasolina, híbrido ou elétrico. Mas, caso eles optem pelo elétrico, nós queremos que ele seja feito nos Estados Unidos, e não na China”, disse Brainard.
