
Os insufladores supostamente defeituosos estão em veículos produzidos por General Motors, Stellantis, BMW, Hyundai Motor e Kia Motors.
ARC nega falhas
Até o momento, a GM concordou em convocar um recall de quase 1 milhão de veículos equipados com insufladores da ARC, após a deflagração da bolsa ter resultado em ferimentos no rosto de um motorista.
O chamado envolve 994.763 unidades dos modelos Buick Enclave, Chevrolet Traverse e GMC Acadia, todos fabricados de 2014 a 2017. Os proprietários destes veículos devem ir a uma concessionária para realizara a substituição do módulo do airbag do motorista.
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A GM afirma que está investigando um caso ocorrido em março no qual um Chevrolet Traverse 2017 se envolveu em um acidente em que insuflador do airbag do motorista se rompeu durante o acionamento do sistema.
Apesar do caso, “a ARC não manifestou interesse em realizar um recall”, segundo a NHTSA. “Insufladores de airbags que projetam fragmentos metálicos para dentro dos veículos, ao invés de apenas inflar as bolsas em questão criam um risco incalculável de lesões graves e até fatais”, continua a carta assinada pelo órgão.
A ARC nega a existência de defeitos no insuflador e afirma que a conclusão da NHTSA se baseia em apenas sete casos desta natureza. Disse ainda que milhares de testes e investigações foram realizadas, e que não teria havido nenhuma ruptura ou defeito. O órgão, por sua vez, solicitou à ARC uma prova de que os 67 milhões de componentes não oferecem risco à segurança.
Caso lembra o da Takata
As primeiras investigações realizadas pelo NHTSA foram em 2015 após o registro de dois ferimentos ocasionados pelo problema. No ano seguinte, um caso fatal do motorista de um Hyundai que se acidentou no Canadá teria sido a prova mais contundente do problema nos insufladores.
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O caso lembra bastante o fatídico caso dos “airbags fatais” da Takata. Ao longo da última década, 100 milhões de insufladores de airbags foram substituídos globalmente. Diversas fabricantes equiparam seus carros com o componente defeituoso.
Mais de 30 mortes – sendo 24 apenas nos Estados Unidos – e centenas de ferimentos foram causados por uma falha na produção dos insufladores da Takata, que podiam explodir após a deflagração e projetar fragmentos pontiagudos de metal em direção aos ocupantes.
