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Paulo Ricardo Braga, AB
A Yara Brasil fará palestra sobre a produção e comercialização de Arla 32 no Brasil, durante o evento Diesel e Emissões em Debate, promovido dia 30 de maio pela Anfavea, no Centro de Convenções Milenium, em São Paulo. A palestra caberá ao diretor Achille Liambos, que assumiu o comando dos negócios de Arla 32 na empresa, depois de 22 anos de atividade na Shell.
Maior fabricante mundial da solução de ureia, utilizada em sistemas SCR de pós-tratamento de gases de emissões de motores diesel, a empresa explicará seus planos para atuação no País e as necessidades da indústria de motores e veículos para atender, a partir de janeiro, os padrões Euro 5 estabelecidos pelo Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente.
Daniel Hubner, gerente dedesenvolvimento de negócios, esclarece que o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32), também conhecido como AdBlue ou DEF, é um fluido necessário para a tecnologia SCR (Redução Catalítica Seletiva), que estará presente nos veículos a diesel classificados como comerciais pesados e semipesados e ônibus fabricados a partir de 2012.
“O Arla 32 não é um combustível ou um aditivo para combustível. Injetado no sistema de escapamento, reduz quimicamente as emissões de óxidos de nitrogênio de veículos movidos a diesel. É uma solução de ureia de alta pureza que atende os padrões ISO 22241. O produto não é explosivo, tóxico ou nocivo ao meio ambiente”, afirma.
A Yara utiliza a marca Air1 para o produto, que produz em grande escala e distribui globalmente. No Brasil a empresa pretende utilizar ureia fornecida pela Petrobras e Vale Fertilizantes para fabricar o Air1. Outra alternativa de suprimento é a ureia produzida no exterior. Concorrente da Basf, a Yara informa que detém 40% do mercado europeu e lidera as vendas nos Estados Unidos.
“Não temos a intenção de fabricar no Brasil a matéria-prima utilizada. Uma unidade do gênero exigiria investimentos da ordem de US$ 1 bilhão”, avalia Hubner. A empresa pretende chegar diretamente ao usuário do produto, especialmente o grande frotista. Neste caso o Air1 será entregue em recipientes monitorados por telemetria. “Vamos saber quando é hora de fazer a reposição”, diz o executivo.