O lucro operacional, antes de impostos e ganhos financeiros, no entanto, decresceu 6,4%, para US$ 2,14 bilhões. A retração foi puxada pelo desempenho negativo da companhia na América do Sul e na Europa.
A organização vendeu 113 mil unidades na América do Sul entre janeiro e março, com redução de 4,2%. As receitas diminuíram 4,1% e ficaram em US$ 2,3 bilhões. A queda foi mais acentuada no resultado operacional, com prejuízo de US$ 218 milhões. Em comunicado, a companhia aponta que a desvalorização cambial na Argentina e Venezuela foi o principal fator que puxou a queda.
Apesar disso, a companhia se diz confiante com a atualização de seu portfólio e a chegada de produtos globais na região e mantém a expectativa de empatar os resultados deste ano com os do ano passado.
Na Europa a Ford aprofundou o resultado negativo e teve prejuízo operacional de US$ 462 milhões. A empresa aponta que a queda reflete os custos estruturais mais elevados e a reestruturação em curso na região. Ainda assim, está mantida a estratégia para que a montadora volte a ganhar mercado no continente, que prevê o lançamento de cinco veículos de passageiro até o fim deste ano.
Na Ásia, Pacífico e África a empresa vendeu 282 mil veículos, com evolução de quase 30% ante o primeiro trimestre de 2012. As receitas obtidas na região chegaram a US$ 2,6 bilhões.
A América do Norte foi o motor da Ford no primeiro trimestre. Com 761 mil unidades, as vendas de carros produzidos pela companhia evoluíram 16,8%. O resultado operacional avançou 14,4%, alcançando recorde de US$ 2,44 bilhões.