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Europa hesita em impor tarifas aos carros chineses

Maioria dos países avalia os prós e os contras da crescente disputa comercial
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Redação AB

04 jul 2024

3 minutos de leitura

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Os países da União Europeia estão hesitantes sobre se devem apoiar tarifas adicionais sobre veículos elétricos fabricados na China. A Alemanha, cujas montadoras fizeram um terço de suas vendas no ano passado no país asiático, quer acabar com a sobretaxa, de acordo com uma fonte do governo, enquanto a França está entre os maiores apoiadores.

Mas a maioria dos países do bloco econômico ainda avalia os prós e os contras da crescente disputa comercial, de acordo com uma pesquisa informal da Reuters com governos da UE.


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A questão será colocada aos membros da UE em uma votação consultiva nas próximas semanas na comissão europeia. A UE iniciou investigação sobre possíveis subsídios concedidos por Pequim aos carros chineses, sem objeção indústria – o primeiro caso comercial desse tipo na história do bloco.

A UE deve confirmar na quinta-feira, 4, tarifas provisórias de até 37,6% sobre marcas chinesas como BYD, Geely e SAIC, além dos modelos da Tesla, BMW e outras montadoras ocidentais fabricados na China.

Estas alíquotas farão tais montadoras gastarem bilhões de dólares em novos custos. O que, segundo analistas, pode desacelerar suaa expansão europeia.

Tarifas plurianuais podem ser impostas

Os membros da UE também votarão em outubro se a Comissão irá propor tarifas plurianuais no fim de sua investigação. Elas serão vetadas se pelo menos 15 países representando 65% da população do bloco votarem contra a proposta.

França, Itália e Espanha, com 40% da população da União Europeia, indicaram que devem apoiar as tarifas.

“A Europa deve se defender caso nossas empresas forem prejudicadas e não competirem em igualdade de condições”, declarou o Ministério da Economia da Espanha.

No entanto, República Tcheca, Grécia, Irlanda e Polônia ainda debatem a questão, disseram fontes oficiais e governamentais. 

Efeitos negativos

A Alemanha enfatizou a necessidade de uma solução negociada com Pequim. As montadoras alemãs afirmam que tarifas a mais são a abordagem errada, com efeitos negativos superando quaisquer benefícios.

Em um último esforço para influenciar as negociações, a associação de montadoras alemã pediu na quarta-feira que Bruxelas retirasse as tarifas.

Além disso, os contrários à proposta argumentam que o custo dos veículos elétricos para os consumidores prejudicaria a meta da União Europeia de ser neutra em carbono até 2050. A Tesla, por exemplo, já disse que aumentará os preços.

China pode retaliar com tarifas extras

A retaliação da China pode resultar em tarifas extras sobre as exportações da UE para o país asiático de produtos como conhaque, carne de porco ou carros de luxo.

A Comissão diz que as taxas são necessárias para combater os subsídios do governo da China, e que o objetivo é criar condições equitativas, e não excluir as montadoras chinesas, como provavelmente fará a tarifa de 100% planejada pelos Estados Unidos.

As tarifas também poderiam dar à UE vantagem nas negociações com Pequim e pressionar as montadoras chinesas a fabricarem carros na Europa.