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Eve estreia em alta na Bolsa de Valores de NY

A Eve, braço da Embraer para eVTOLs (naves de decolagem e pouso vertical, ou “carros voadores”), começou a ser negociada hoje (10/5) na Bolsa de Nova York sob o símbolo “EVEX”. As ações da companhia estrearam em alta de 0,30%, cotadas a US$ 9,96.
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victor

10 mai 2022

2 minutos de leitura

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Para poder abrir seu capital, a Eve precisou se fundar à Zanite, uma SPAC de aviação. Uma SPAC (companhia com propósito especial de aquisição) é uma empresa fundada com o objetivo único de angariar fundos e se fundir a outra. Atualmente, a fusão com SPACs é a manobra mais comum entre startups para expandirem seus negócios e entrarem na Bolsa. A fusão entre Eve e Zanite foi aprovada na sexta-feira (6).

Vendas começam em 2026

Na fusão, a Eve foi avaliada em US$ 2,4 bilhões, considerando o equity value, ou seja, o valor de suas ações no mercado, de US$ 2,9 bilhões. A operação comercial das naves da empresa deve começar em 2026 e, para 2030, a receita potencial esperada é de R$ 4,5 bilhões.

No vídeo abaixo, compartilhado pelo canal oficial da New York Stock Exchange, os dois CEOs da Eve, André Stein e Gerard de Muro, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, e Kenn Ricci, ex-membro da Zanite e agora diretor da Eve, tocaram o sino de abertura das operações às 10h30 do horário de Brasília:

“Hoje, comemoramos um marco histórico de uma jornada iniciada há quase cinco anos na EmbraerX”, disse André Stein, co-CEO da Eve, em comunicado à imprensa. “Esta transação é uma facilitadora fundamental da nossa missão de nos tornarmos líderes em um mercado potencial de UAM (mobilidade aérea urbana) de US$ 760 bilhões”, acrescentou ele.

Na nota, a Eve também confirmou a longa lista de encomendas da empresa. “Nosso pipeline de pedidos para o lançamento é de 1.825 veículos, garantidos via cartas de intenção não-vinculativas, composto por 19 clientes líderes em seus setores, que também investiram na Eve”, relatou Jerry DeMuro, co-CEO da Eve. “Dentre esses clientes, temos Azorra Aviation, Falko Regional Aircraft, Republic Airways e SkyWest. Eles fornecem uma validação poderosa de nossa estratégia de negócio e visão”, disse.

Após a fusão, a Embraer ainda retém 80% da participação na empresa. A parceria estratégica entre Eve e Embraer inclui uma licença isenta de royalties para a propriedade intelectual de fundo da Embraer, para ser usada no mercado de UAM, bem como o acesso a milhares de funcionários e à infraestrutura global da fabricante de aviões.