As vendas de carros mexicanos no mercado nacional subiram expressivos 56% entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2010. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento das importações de modelos como Ford New Fiesta, Nissan Tiida, Volkswagen Jetta. Agora, o volume de carros vindos do país ganhará reforço com o lançamento do Nissan March, Fiat 500 e Fiat Freemont.
A presença da China, por outro lado, evoluiu 446% no acumulado de 2011 até setembro sobre o mesmo intervalo de 2010. Entre os responsáveis pela alta são a chegada da JAC Motors, lançamentos da Chery, além do incremento das vendas de vans Hafei e Changan.
O licenciamento de veículos produzidos na Coréia do Sul cresceu 43% nesse mesmo período com novos produtos da Hyundai e Kia. A Alemanha, apesar de volumes mais baixos, evoluiu 49% por conta de um câmbio favorável para importação de carros de luxo. Já o aumento de 12% nas vendas de veículos argentinos foi motivado pelos emplacamentos de modelos como Volkswagen Amarok, Renault Fluence e Peugeot 408.
O gráfico abaixo mostra a evolução das importações dos cinco países que mais fornecem veículos para o Brasil.

Se, por um lado, as importações de veículos avançam no Brasil, por outro o mercado nacional tem absorvido menos automóveis e comerciais leves nacionais. Este movimento resultou em um aumento dos estoques das fábricas, motivando o ajuste recente na produção das montadoras.
A tabela abaixo mostra a evolução das vendas de janeiro a setembro de 2011 sobre o mesmo período de 2010.

No acumulado de janeiro a setembro deste ano as importações de veículos avançaram para 610 mil unidades, evolução de 35% sobre o mesmo período de 2010. O volume representa 22,7% do total de emplacamentos contra 18% no mesmo período do ano passado.
As vendas de veículos importados, que estavam prestes a desacelerar com o aumento de 30 pontos porcentuais do IPI, agora, com a suspensão da alíquota adicional, ganham mais fôlego para continuar a conquistar pontos no market share automotivo brasileiro. Porém, de olho no longo prazo, as companhias já se organizam para instalar unidades industriais locais para atender ao mercado brasileiro.