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Ex-CEO da Volkswagen começa a ser julgado pelo dieselgate

Martin Winterkorn é acusado de fraude, falso testemunho e manipulação
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Vitor Matsubara

03 set 2024

2 minutos de leitura

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O ex-CEO da Volkswagen, Martin Winterkorn, está sendo julgado pela participação direta no dieselgate. O executivo estava no comando da montadora nove anos atrás, quando foi apontado como um dos protagonistas do caso de fraude de testes de emissões de poluentes nos motores a diesel.

O julgamento começou nesta terça-feira, 4, com o ex-ceo da Volkswagen sob acusações de fraude, manipulação do mercado e falso testemunho. O réu também será julgado por não ter alertado aos envolvidos no mercado sobre a manipulação ocorrida em 2015.


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À época, a Volkswagen instalou um software desenvolvido para burlar os testes de emissões de poluentes realizados com motores a diesel. Milhões de veículos das marcas do Grupo Volkswagen saíram de fábrica com o dispositivo. No Brasil, inúmeras unidades da picape Amarok foram vendidas com o programa fraudulento.

Winterkorn nega acusações

Aos 77 anos, Winterkorn está sofrendo com sucessivos problemas de saúde, o que atrasou o início do julgamento. Por meio de seu advogado, ele negou todas as acusações.


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“Nosso cliente não defraudou nem causou mal a ninguém. Ele não omitiu informações de forma deliberada, de forma que os investidores pudessem ser prejudicados, e informou ao comitê investigador nada além da verdade”, afirmou sua defesa.

Sentença pode ser multa ou até prisão

Esta foi a primeira vez que o antigo CEO da Volkswagen voltou aos tribunais desde fevereiro, quando ele apareceu como testemunha em um processo movido por um dos investidores.

Na ocasião, Winterkorn negou qualquer envolvimento na decisão de instalar o infeliz software capaz de burlar os testes de emissões de poluentes. Caso seja declarado culpado, o ex-CEO da Volkswagen pode receber uma multa ou até ser preso.