
A matéria de Exame dedica doze páginas, além da capa e da Carta ao Leitor, à história da indústria automobilística e cenários atuais, incluindo o papel do Brasil. A análise é assinada por Tatiana Gianini, Marcelo Onaga e Tiago Maranhão.
Para os jornalistas, Detroit (que abriga GM, Chrysler e Ford e dezenas de empresas de autopeças) é símbolo trágico de como a decadência de uma economia transfigura a vida de uma cidade. Graças à prosperidade delas durante décadas, Detroit ganhou os apelidos de Motor City e Motown, atraiu mais de um milhão de trabalhadores e se transformou, na década de 50, na cidade com a maior renda per capita dos Estados Unidos.
A matéria diz ainda que as chamadas Big Three vivem dias de profunda decadência – e Detroit as acompanhou nessa trajetória. A paisagem é de desolação. Há milhares de casas e prédios abandonados ou em ruínas. Os índices de violência urbana estão entre os maiores dos Estados Unidos e o desemprego é de 12% da população economicamente ativa. A cidade dos carros – de onde saíram ícones como Cadillac, Pontiac e Chevrolet – é uma triste sombra do que foi no passado e, para Exame, simboliza o fim de uma era de esplendor e erros da indústria automobilística.