A explosão de uma bateria de lítio provocou ferimentos em cinco pessoas em laboratório de pesquisa da General Motors na quarta-feira, 11, no Warren Technical Center, Michigan, nos Estados Unidos. Um dos trabalhadores foi levado a um hospital de Detroit, enquanto os outros sofreram pequenas sequelas. A informação é do website Automotive News.
O encarregado de combate a fogo no centro técnico, Gary Wilkinso, disse que sua equipe encontrou um pequeno foco de fogo e fumaça em um dos laboratórios, onde um protótipo de bateria era submetido a testes extremos. A explosão teria sido causada pela liberação de gases.
A agência Reuters relatou depoimento de Jim Fouts, responsável pelo centro de pesquisa, segundo o qual a explosão foi significativa, arrebentando uma porta e janelas, e só não teve consequências maiores em razão da pronta ação do grupo de combate a incêndio.
Citando fonte da GM não revelada, o Wall Street Journal disse que a bateria de lítio em teste, que explodiu, faz parte do desenvolvimento pela A123 Systems para uma nova linha de carros elétricos.
O jornal Detroit registra informações da GM de que o pacote de baterias de íon-lítio ficou intacto após a explosão, provocada por gases emitidos na experiência conduzida no Alternative Energy Center. Cerca de 1.100 funcionários foram retirados do local, entre os quais 80 que trabalhavam diretamente na área da explosão.
Logo após o incidente, a GM apressou-se em informar que o pacote envolvido na explosão não tem relação com as baterias do Volt, produzidas pela sul-coreana LG Chem. Recentemente, a GM amargou também problemas com baterias do Volt, em registro de incêndio após a realização de testes.
A analista Rebecca Lindland, da IHS Automotive, disse ao Detroit News que a explosão ocorre em momento infeliz para a GM e o próprio Volt, reavivando dúvidas sobre a segurança dos produtos à base de íon-lítio.