
A previsão de queda vem dos números mostrados pela Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes do setor de duas rodas: “Não há muito o que fazer por causa das dificuldades que eles (os argentinos) enfrentam”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.
De janeiro a junho foram enviadas 45,5 mil unidades, número que deve baixar para 29,5 mil unidades na segunda metade do ano. Como ocorre com os automóveis, o Brasil tem no país vizinho o principal destino de suas motos. Dos embarques realizados até junho, 35,4 mil seguiram para a argentina, mais de três quartos do total.
Em todo o ano de 2013 o Brasil exportou 105,8 mil unidades. Os argentinos absorveram 74% dessas motos. Em segundo lugar ficaram os Estados Unidos, com 5,5%. O Peru adquiriu 3,5%, a Colômbia, 3,1% e o Equador, 2,1%.
O volume total de motos exportadas vinha crescendo desde 2009, quando foram vendidas ao mercado externo 60,5 mil unidades. Se a previsão de 75 mil unidades para 2014 se concretizar, estaremos recuando para patamar semelhante ao de 2011, quando 73,3 mil motos feitas em Manaus seguiram para o exterior.
Segundo a Abraciclo, a taxação argentina atual varia conforme o valor do produto. Se o preço de venda estiver entre 28 mil e 50 mil pesos, a sobretaxa de 30%. Acima de 50 mil pesos ela é de 50%. Para ver outros dados e as novas projeções de mercado interno para produção e venda de motos, acesse aqui.