
-Veja aqui a Carta da Anfavea
Dados da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, apontam que, em fevereiro o Brasil vendeu no mercado internacional 28,8 milhões de veículos, com recuperação de 26,5% sobre o resultado de janeiro, mas retração de 9,1% na comparação com o mesmo mês de 2013.
A queda dos volumes refletiu no faturamento com exportações. Nos dois primeiros meses do ano a indústria obteve receita de U$$ 1,87 bilhão com vendas internacional, montante 10% inferior ao anotado há um ano. Em fevereiro as exportações somaram US$ 981,4 mil, com evolução de 9,3% ante janeiro e contração de 8% sobre fevereiro de 2013.
Apesar dos resultados negativos, a Anfavea mantém a projeção para este ano. A entidade espera que as vendas internacionais cresçam 1,6% na comparação com 2013, para 575 mil veículos exportados. Em valor, a negociação de veículos brasileiros em outros mercados deve somar US$ 17 bilhões, com alta de 2,6%. O crescimento previsto para o faturamento é maior porque inclui também exportações de peças de reposições para carros nacionais que já circulam em outros países.
“A situação com a Argentina certamente gera uma preocupação, mas esperamos que essa questão seja resolvida logo. Os governos vão conversar na sexta-feira (14) e acreditamos em uma solução rápida”, avalia Luiz Moan, presidente da Anfavea. O executivo enfatiza que o país não é um simples parceiro comercial. “Há um processo de integração produtiva. Nós dependemos de autopeças deles e eles das nossas.”
Moan voltou a mostrar otimismo e enfatizar a meta de que o Brasil exporte 1 milhão de veículos por ano a partir de 2015 com o programa Exportar-Auto. Segundo ele, a proposta entregue pela entidade ao governo federal sugere 54 medidas com foco na redução dos custos e estímulo à competitividade.
Além do programa, a Anfavea conta com a ampliação dos acordos automotivos atuais e o estabelecimento de novas parcerias para incentivar as exportações. Um deles é o tratado com o México, que deve ser renegociado para 2015, com possibilidade de ampliação. A Europa e a África também estão na mira da entidade. “Temos mercados interessantes também na América do Sul que não estamos explorando adequadamente”, enfatiza Moan, citando Venezuela e Chile como exemplo.
Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea:
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