
-Veja aqui os dados da Anfavea
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Megale avalia que é possível avançar bem mais nas exportações, não só este ano, como também nos próximos. “Temos expectativa que o governo celebre novos acordos comerciais. Também já existem acordos pendentes com Colômbia e Peru, que devem ser fechados nos próximos meses, o que vai impulsionar os negócios com esses países”, comentou. “Várias empresas associadas têm registrado demanda externa cada vez maior”, destacou.
O dirigente também defendeu que, em mais longo prazo, as reformas estruturais prometidas pelo governo recém-empossado definitivamente “serão fundamentais para trazer maior competitividade internacional, dando à indústria automotiva do País melhores condições de competir em um mercado global que consome 90 milhões de veículos por ano”.
A Anfavea projeta crescimento de 21,5% nas exportações este ano, para 507 mil unidades, o maior nível dos últimos seis anos. Com a queda da produção, a exportação ganha maior relevância e caminha para responder por cerca de 22% dos veículos produzidos no País em 2016.
VALORES EM BAIXA
O desempenho não é o mesmo em valores. As exportações de veículos totalizaram US$ 752,5 milhões em agosto, cifra 5,2% menor do que a apurada em julho, mas 10,7% acima do resultado do mesmo mês de 2015. No ano as vendas de veículos brasileiros ao exterior renderam US$ 5,5 bilhões, em queda de 7,6% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
“O resultado continua a refletir o mix de produtos (mais baratos) exportados”, explica Megale. Ele espera que a recuperação do mercado argentino, maior comprador de veículos brasileiros, e a celebração de novos acordos comerciais empurre para cima também os valores exportados. O problema é que as exportações de caminhões e ônibus, produtos de maior valor, estão avançando pouco, devem crescer em unidades apenas 1% este ano, contra crescimento esperado de 23% para as vendas externas de automóveis e comerciais leves.
Assista abaixo à cobertura exclusiva da ABTV sobre o desempenho do mercado: