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“Foi um fevereiro forte, um mês realmente muito bom e um acumulado também expressivo. Isso reflete o esforço das empresas que estão buscando mais mercados uma vez que o mercado interno está fraco, mas não compensa a ociosidade que está acima de 50%”, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale.
Segundo Megale, a ampliação de acordos bilaterais impulsionou o resultado neste início de ano. Entre os destaques, o Uruguai, com quem o Brasil firmou um acordo de livre comércio em 2016 após cumprir um período de exportações com cota de 11 mil unidades/ano. Os números da Anfavea apontam que neste primeiro bimestre as exportações para o país vizinho somaram 5 mil unidades em um mercado cujas vendas oscilam entre 40 a 50 mil unidades/mês. “Foi um aumento de 500% sobre o primeiro bimestre de 2016. Há um potencial para dobrar”, diz Megale.
Também houve aumento de mais de 200% das exportações para o Chile e de 78% para a Colômbia, ainda considerando o primeiro bimestre e o comparativo anual. “Para este último, os embarques poderiam ser maiores, caso o acordo já tivesse sido formalizado entre os dois governos”, aponta o presidente da Anfavea.
Sobre as negociações do Mercosul com a União Europeia e que já duram 15 anos, Megale ressalta que há uma motivação muito maior por parte dos países sul-americanos do que os europeus. Segundo Megale, a ideia é desenhar um acordo de longo prazo, de pelo menos 15 anos, nos quais não se altere as taxas de importação por pelo menos 7 anos, e que no fim se opte pelo livre comércio. “Se acontecer, este acordo poder ser o balizador para atingir um nível maior de competitividade; é o impacto positivo que um bom acordo comercial pode trazer para o País”, defendeu.
Em valores, as exportações atingiram US$ 1,66 bilhão no acumulado de janeiro e fevereiro, incremento de 50% sobre iguais meses do ano passado. “Estamos próximo aos melhores valores de exportações do primeiro bimestre de 2008 e de 2011 a 2013”, verifica Megale.
Entre os segmentos, o de veículos leves observou um aumento expressivo das vendas ao exterior no primeiro bimestre, de 75,9% sobre o mesmo período de 2016, passando de 56,8 mil para quase 100 mil, entre automóveis e comerciais leves.
Caminhões e ônibus registraram alta de 26,6% e 24,2%, respectivamente, para 3,1 mil e pouco mais de 1 mil unidades.