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Exportações caem 12,3% em cinco meses

Enquanto o mercado interno tenta retomar o fôlego aproveitando as medidas de incentivos dadas pelo governo, as exportações de veículos seguem tendência de queda, conforme números apresentados nesta quarta-feira, 6, pela associação das fabricantes, a Anfavea. De janeiro até maio, o Brasil exportou 197,1 mil unidades, incluindo veículos leves, caminhões e ônibus, volume 12,3% abaixo do registrado em iguais meses de 2011.
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Redação AB

06 jun 2012

2 minutos de leitura

Por segmento, automóveis e comerciais leves tiveram a maior queda no período acumulado, 12,4% menos que os embarques do ano passado, para um total de 175 mil unidades. Os volumes de caminhões e ônibus recuaram 10,6% e 10,4% respectivamente, para 9,3 mil e 2,06 mil unidades.

No mês passado, o setor anotou o menor volume embarcado do ano até agora, 26,7 mil unidades, o que representou queda de 40,2% sobre maio de 2011. Na comparação com abril houve retração de 45,2% sobre abril, puxado pelo segmento de automóveis, cujo volume foi 48,8% menor. As exportações de caminhões em maio cresceram 35% sobre abril, para pouco mais de 2 mil unidades, e as de ônibus somaram 2,6 mil, alta de 65,4% na mesma base de comparação.

O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, atribuiu a queda à crise internacional. “Os mercados tradicionais não estão comprando, percebemos uma queda brutal nos volumes da Europa e a América Latina tem sentido esse efeito. Por outro lado, o câmbio melhorou e poderá ajudar no surgimento de novos pedidos.”

Belini acrescentou que as exportações são resultado de contratos de longo prazo, o que torna a retomada mais demorada, mas acredita em melhora do cenário internacional.

VALORES

Diferente de volumes de vendas, as exportações em valores cresceram 10% nos primeiros cinco meses do ano na comparação com igual período de 2011, estima a Anfavea, para US$ 5,2 bilhões, valor que não considera máquinas agrícolas. Segundo Belini, o fator de queda no volume, mas alta em valor se deve ao envio de produtos de maior valor agregado, como caminhões, e pelo aumento do embarque de autopeças. “A questão cambial e o reposicionamento de preço no mercado externo também favoreceram”, completou.