Por segmento, automóveis e comerciais leves tiveram a maior queda no período acumulado, 12,4% menos que os embarques do ano passado, para um total de 175 mil unidades. Os volumes de caminhões e ônibus recuaram 10,6% e 10,4% respectivamente, para 9,3 mil e 2,06 mil unidades.
No mês passado, o setor anotou o menor volume embarcado do ano até agora, 26,7 mil unidades, o que representou queda de 40,2% sobre maio de 2011. Na comparação com abril houve retração de 45,2% sobre abril, puxado pelo segmento de automóveis, cujo volume foi 48,8% menor. As exportações de caminhões em maio cresceram 35% sobre abril, para pouco mais de 2 mil unidades, e as de ônibus somaram 2,6 mil, alta de 65,4% na mesma base de comparação.
O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, atribuiu a queda à crise internacional. “Os mercados tradicionais não estão comprando, percebemos uma queda brutal nos volumes da Europa e a América Latina tem sentido esse efeito. Por outro lado, o câmbio melhorou e poderá ajudar no surgimento de novos pedidos.”
Belini acrescentou que as exportações são resultado de contratos de longo prazo, o que torna a retomada mais demorada, mas acredita em melhora do cenário internacional.
VALORES
Diferente de volumes de vendas, as exportações em valores cresceram 10% nos primeiros cinco meses do ano na comparação com igual período de 2011, estima a Anfavea, para US$ 5,2 bilhões, valor que não considera máquinas agrícolas. Segundo Belini, o fator de queda no volume, mas alta em valor se deve ao envio de produtos de maior valor agregado, como caminhões, e pelo aumento do embarque de autopeças. “A questão cambial e o reposicionamento de preço no mercado externo também favoreceram”, completou.