-Veja aqui os dados da Anfavea.
O executivo garante que o bom resultado teve pouca influência da desvalorização do real diante do dólar. “O câmbio ainda estava muito volátil e, portanto, não foi um fator que pôde ser considerado no planejamento das empresas.” Agora, com a moeda brasileira estabilizada em patamar mais baixo, Moan reconhece que haverá influência sobre a atratividade do produto nacional. “As empresas começaram a ver que esse é o novo patamar e se programaram para trabalhar dentro dele.”
Em valor as exportações somou US$ 16,5 bilhões, com crescimento de 13,5% na comparação com 2012. “Este é o nosso recorde histórico de faturamento”, revela o executivo. Em dezembro as receitas com veículos brasileiros vendidos em outros países chegaram a U$S 1,2 bilhão, montante 18,6% inferior ao anotado em novembro e 12,1% abaixo do registrado em igual período do ano anterior. Em volume, foram exportados 40,2 mil unidades no último mês de 2013, com queda de 11% na comparação mensal e de 2,2% na base anual.
PROJEÇÃO
A Anfavea espera manter crescimento em 2014, porém em ritmo mais modesto. A organização projeta aumento de 2,1% nas vendas de carros brasileiros no exterior, para 575 mil unidades. Em valor o crescimento deve ser sutilmente maior e chegar a 2,6%, alcançando US$ 17 bilhões.
Moan explica que, apesar de não esperar evolução expressiva, o ano será importante para garantir condições para que as exportações continuem a crescer. “Será um momento de transição para novo grau de competitividade”, aponta. Para o executivo, uma das medidas importantes para isso aconteça é a definição do Exportar-Auto, política de incentivos às exportações sugerida ao governo federal. O programa é ainda o principal projeto de Moan como presidente da entidade.
Assista à entrevista exclusiva de Luiz Moan a ABTV:
