
-Veja aqui os dados da Anfavea.
As exportações de veículos leves cresceram 4,5% no quadrimestre, para 157,9 mil unidades. Com 52,5 mil unidades, houve expansão de 28,5% em abril na comparação com março e de 12,4% sobre o mesmo mês de 2012. As vendas internacionais de caminhões tiveram queda de 14,9% no quadrimestre, somando 6,2 mil unidades. No mês passado foram vendidos foram do Brasil 1,9 veículos do segmento, com crescimento de 8,7% sobre o mês anterior e de 26,6% sobre abril do ano passado.
No segmento de ônibus, as exportações chegaram a 2,3 mil unidades no primeiro quadrimestre, com elevação de 20,6%. Foram 602 chassis em abril, com queda de 29,3% na comparação com março e alta de 44,7% sobre igual período de 2012.
Em valor, as exportações feitas de janeiro a abril passaram de US$ 5 bilhões, com evolução de 2,8%. Em abril a indústria nacional faturou US$ 1,54 bilhão com vendas internacionais, com alta de 11,2% na base mensal e de 15,8% na anual.
Apesar de comemorar o resultado, a entidade lembra que a evolução aconteceu sobre a fraca base de comparação do início do ano passado. “Estamos cautelosos e vamos manter a projeção já divulgada pelo menos até o fim do primeiro semestre”, explica Luiz Moan, presidente da organização. A Anfavea estima que as montadoras instaladas no Brasil exportem 420 mil veículos este ano, com retração de 4,6% na comparação com o ano passado.
EXPORTAR-AUTO
Moan garante já ter iniciado as negociações para tornar real o seu principal projeto como presidente da Anfavea, o Exportar-Auto. O programa pretende oferecer condições para aumentar a competitividade dos carros brasileiros, elevando as exportações anuais para um milhão de unidades (leia aqui). O executivo afirma que a Anfavea discutirá o pacote em reunião nos próximos dias no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O dirigente aponta que a organização já se comprometeu a concluir um estudo que indique ações capazes de aumentar a atração dos carros brasileiros em outros países. Segundo ele, “8,8% dos custos de produção são impostos não compensáveis que incidem sobre a cadeia.” O objetivo é sugerir ao governo ações capazes de compensar a pesada carga tributária. Moan adianta que a intensão é sugerir medidas de curto, médio e longo prazo. “Essas últimas teriam impacto sobre toda a cadeia produtiva brasileira”, explica.
Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea:
