
O volume de exportações de veículos produzidos no Brasil para a Argentina no acumulado do ano até julho caiu 34% ante o volume embarcado em igual período no ano passado. O balanço realizado pela Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, mostrou que foram enviados ao país vizinho no período 125,4 mil unidades.
A entidade informou que o movimento segue a queda no mercado interno argentino, mas que a baixa de exportações brasileiras para o vizinho também tem influência de outros países. “Em outras palavras, estamos perdendo share no mercado argentino e outros competidores estão chegando lá e conseguindo se posicionar”, disse o presidente da entidade, Igor Calvet.
As exportações totais de veículos brasileiros realizadas no acumulado do ano até julho somaram 255,9 mil unidades, 21% a menos em relação ao mesmo período do ano passado.
Mesmo com a redução, a Argentina segue como o país que mais compra veículos fabricados no Brasil. México, Colômbia, Uruguai e Chile completam o ranking de principais mercados consumidores de veículos brasileiros.
Colômbia foi o único mercado a registrar alta
O mercado da Colômbia foi o único para onde o Brasil conseguiu exportar mais veículos no acumulado do ano. Entre janeiro e julho de 2026, as exportações cresceram 7,2% e alcançaram 28,3 mil unidades.
Segundo Calvet, o setor automotivo do Brasil pretende fortalecer os laços com a Colômbia. “Estamos em discussão com o governo brasileiro, nós faremos uma missão à Colômbia para tratar com o governo colombiano como aprofundar o nosso acordo, tendo em vista que a Colômbia, por ser um mercado relativamente grande na região, é um mercado que também tem outros acordos com outros países”.
O objetivo é aprofundar a relação com o país e aumentar a participação brasileira no mercado colombiano.
Todos os segmentos registraram queda em exportações
A redução nas exportações foi registrada em todos os segmentos no acumulado do ano. Na categoria de automóveis, a queda foi de 21,6%, com 192,1 mil veículos exportados. Os comerciais leves caíram em 18%, com 47,6 mil unidades.
Na categoria de caminhões, a retração foi de 16,5%, com 13,5 mil unidades embarcadas para outros países. As exportações de ônibus, por sua vez, reduziram em 30,6%, com 2.680 unidades.
