
-Veja aqui os dados da Anfavea
As exportações de leves puxaram o resultado positivo do acumulado do ano, com expansão de 14,8% para 203 mil unidades. O segmento de caminhões registrou queda de 10% nos negócios com outros países, para 8,8 mil veículos. Já as vendas exteriores de ônibus aceleraram 8,9% e somaram três mil chassis.
Em valor, o faturamento com exportações no acumulado do ano foi de US$ 6,49 bilhões. O montante é 5,9% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. Com total US$ 1,48 milhão, houve queda de 2% em maio ante abril e elevação de 20,1% na comparação com o mesmo mês de 2012.
Apesar dos resultados positivos, a Anfavea manteve a expectativa de queda de 4,6% nas exportações em volume este ano, para 420 mil unidades. Em valor, a entidade espera alcançar resultado estável em relação ao ano passado, com US$ 14,7 bilhões. “Aguardaremos os próximos dois ou três meses para, se necessário, revisar as projeções”, conta Luiz Moan, presidente da associação.
EXPORTAR-AUTO
Elevar o nível de exportações é prioridade da gestão de Moan na entidade. O objetivo é alcançar volume de um milhão de unidades a partir de 2017 por meio do Exportar-Auto, programa de incentivos que será pleiteado pela associação no governo. Parte importante dessa estratégia é a manutenção do acordo com a Argentina, que será renegociado em julho de 2014. Por enquanto, o acerto é que, a cada US$ 100 importados da Argentina pelo Brasil, o País pode exportar US$ 195 para o vizinho. O interesse da indústria brasileira é manter dessa forma.
A Anfavea prepara estudo que apontará diretrizes para o Exportar-Auto, com possíveis medidas que teriam efeito sobre as exportações do setor. Os últimos acertos do documento seriam discutidos pela diretoria da entidade na tarde desta quinta-feira. O resultado final será apresentado ao governo em cerca de um mês.
Moan afirma que ainda é cedo para falar sobre as iniciativas sugeridas pela Anfavea. “É claro que nossa proposta não se resume apenas a ações do governo. Faremos a nossa parte também”, garante. O presidente da organização admite que um dos pontos importantes se refere à qualificação de mão de obra para a indústria.
Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea:
