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Exportações de veículos seguem em retração no bimestre

Segundo Anfavea, vendas externas somaram 49,5 mil unidades em janeiro e fevereiro, queda de 28%
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Ana Paula Machado

07 mar 2024

2 minutos de leitura

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As exportações de veículos seguem em retração este ano. No primeiro bimestre, os embarques somaram 49,5 mil unidades, queda de 28% no comparativo com o mesmo período de 2023, quando foram exportados 68,7 mil veículos.

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). 

Em fevereiro, as vendas externas chegaram a 30,7 mil unidades, queda de 14,1% no comparativo com o mesmo período de 2023. Mas, segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, há uma melhora no ritmo dos embarques quando se compara o volume do mês passado com janeiro.

“Há uma alta de 62,7%. De qualquer forma, é um crescimento importante neste momento”, disse Leite. 


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O México, segundo o dirigente, continua a ser o principal destino dos veículos brasileiros. Leite ressaltou que o mercado daquele país está em expansão, o que aumenta o volume de importados. 

“Agora, outros países viram as suas vendas caírem, como Chile, Colômbia e a Argentina. Argentina, aliás, passa por um momento de transição e tem demandado menos”, afirmou. 

Estímulos para recuperar as exportações

Para recuperar as exportações de veículos do país, Leite afirmou que a Anfavea articula com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) medidas para estimular as vendas externas.

“Temos feitos reuniões toda semana com o MDIC e apresentamos algumas soluções para aumentar as exportações. Uma das alternativas são os acordos bilaterais entre países, principalmente na América Latina e regime de cotas”, disse Leite. “Hoje, temos a concorrência na região de países extra-zona, e temos produtos e capacidade para competir em nosso quintal.”

Outra sugestão da Anfavea, segundo Leite, é a volta do programa Reintegra para reduzir o custo tributário nas exportações brasileiras.

“Temos produtos e capacidade para realizarmos negócios com os Estados Unidos ou Europa, mas hoje o custo Brasil é uma trava, pois, exportamos impostos. Com o Reintegra podemos eliminar esses resíduos tributários”, afirmou Leite.