
“Tivemos efeito claro da redução das exportações para a Argentina, que passou a limitar a liberação das licenças de importação”, esclarece o presidente da Anfavea, Luiz Moan, apontando ainda que esta condição pode se manter durante todo o primeiro trimestre. Apesar disso, o executivo lembra que o governo brasileiro está ciente da importância de renegociar o acordo automotivo com o País vizinho e acredita que a situação deve ser resolvida antes deste prazo.
“Nós não temos simplesmente um acordo de comércio com a Argentina, mas um acordo de integração produtiva”, enfatiza. Segundo ele, o país absorve cerca de 60% do total exportado pelo Brasil. Na via oposta, o mercado nacional responde por 90% do que é vendido internacionalmente pela Argentina.
Em valor, as exportações de veículos brasileiros somaram US$ 886,2 milhões. A receita é 26% menor do que o faturado em dezembro e fica ainda 13,3% abaixo do registrado em janeiro de 2012. A queda não é tão grande quanto a anotada em volume de carros porque o montante inclui também peças de reposição.
PROJEÇÃO
Assim como fez para a produção (leia aqui), a Anfavea revisou as projeções para a exportação de veículos para este ano. Segundo a entidade, trata-se de uma correção após a atualização dos dados de uma associada que não tinham sido considerados no início de janeiro. A expectativa é de encerrar o ano com avanço de 1,6% nas vendas internacionais, para 575 mil veículos. Antes de atualizar a sua base de dados, a entidade esperava chegar ao mesmo resultado, porém precisaria de evolução maior para isso, de 2,1%.
Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea:
