
-Veja aqui os dados da Anfavea
“As nossas fábricas estão com capacidade ociosa elevada e atender outros mercados é uma saída para isso”, aponta Antonio Megale, presidente da entidade. De janeiro a abril o segmento em que houve maior crescimento nas vendas internacionais foi o de veículos leves. Com alta de 26,2%, 128,2 mil unidades brasileiras foram entregues a outros países. O resultado também foi bom nas exportações de ônibus, com alta de 15,3% para 2,2 mil chassis.
Apenas as entregas de caminhões encolheram, com redução de 4,2% na comparação com os primeiros quatro meses de 2015. “Os ônibus sempre tiveram papel mais relevante nas exportações porque, além das montadoras, os encarroçadores também fecham negócios”, esclarece Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea. “Há um trabalho para intensificar as vendas de caminhões também, mas o efeito não é imediato. Leva de um a dois anos para o resultado aparecer porque temos de estruturar a garantia, o financiamento e a rede de assistência técnica destes veículos.”
Megale acrescenta que, quando um mercado de exportação é perdido, retomar esta relação comercial é sempre um desafio. Ainda assim, ele assegura que a Anfavea está empenhada nisso. Recentemente a entidade revisou acordos comerciais com o Uruguai, a Colômbia e o Peru. Agora é a vez de buscar clientes no continente africano.
QUEDA EM VALOR
O aumento do volume de exportações de veículos não bastou para melhorar o resultado em valor. O faturamento com as vendas internacionais ficou 7,6% menor no acumulado dos quatro meses de 2016, para US$ 3,02 bilhões. Para Megale, a baixa acontece por causa de uma diferença no mix de produtos negociados, com maior presença de veículos leves e menor participação de caminhões e máquinas agrícolas.
Confira, em vídeo, o balanço dos resultados da indústria automotiva de janeiro a abril de 2016:
