
– Veja aqui os dados da Anfavea
“Acreditamos que é possível avançar mais com novos acordos comerciais que o Brasil está buscando e a reconquista de mercados que perdemos no passado pela nossa falta de competitividade, mas por enquanto estamos sendo mais conservadores”, afirma Luiz Moan, presidente da Anfavea.
A desvalorização do real diante do dólar, de mais de 50% este ano, devolveu competitividade de preço aos veículos brasileiros, mas as exportações demoram a ser retomadas e ainda são menos da metade do pico de 897 mil em 2005, quando o câmbio era menos depreciado que o atual. Mas Moan cita avanços, como a expansão este ano de 49% nas vendas de automóveis para o México, de 47% para o Peru e de 66% para o Chile; e também nos embarques de caminhões, que cresceram 15% para a Argentina, 43% para a África do Sul, 18% para o Chile e 144% para o México.
Em valores, contudo, as exportações de veículos feitos no Brasil continuam em queda. Os US$ 7,95 bilhões vendidos de janeiro a setembro representam retração de 10,8% sobre o mesmo período do ano passado. “É uma questão de mix de produtos exportados”, explica Moan, referindo-se aos modelos exportados, de menor valor. “Mas a curva também é ascendente de deveremos recuperar as vendas externas também em valor”, avalia.
Moan acredita também na evolução da adoção de medidas para facilitar as exportações. “Do plano que apresentamos ao governo, chamado de Exportar-Auto, tenho a satisfação de dizer que um terço das nossas propostas foram adotadas”, diz. Ele lembra como exemplo a criação do Portal Único de Comércio Exterior, que desburocratizou a obtenção da documentação exigida dos exportadores.
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Assista abaixo a entrevista exclusiva de Luiz Moan a ABTV: