

As exportações de veículos tiveram o pior resultado para o mês de maio desde 1978, segundo balanço divulgado na sexta-feira, 5, pela Anfavea, entidade que reúne as fabricantes. No mês passado, a indústria brasileira embarcou quase 3,9 mil unidades, entre leves e pesados. O desempenho foi fortemente impactado pela pandemia de coronavírus que também afetou diversos mercados da América do Sul, como Argentina, Chile e Peru, entre outros.
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O volume embarcado em maio foi ainda 46,3% menor que o de abril, quando as exportações atingiram as 7,2 mil unidades. A crise pandêmica impacta profundamente o resultado do ano, que de janeiro a maio acumula queda de 45% sobre igual período do ano passado.
“É uma situação bastante complexa que complica ainda mais a produção nacional”, lamenta o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.
Em valores, as exportações acumulam queda de 40% ao somar US$ 1,73 bilhão contra os US$ 2,93 bilhões de um ano atrás.
“Houve tempos em que nossas exportações superaram os US$ 10 bilhões no ano; infelizmente, a pandemia afetou diversos mercados”, complementou Moraes.
O presidente da Anfavea diz que o fechamento das fronteiras de alguns países, como a Argentina, é outro agravante e que com isso e devido à falta de previsão de quando os países vão reabrir, não há condições para traçar uma previsão para o ano para exportação e, por consequência, nem para a produção de veículos, mas reconhece que o resultado será bastante negativo para ambos.
Antes da pandemia, a entidade mantinha a projeção de que as exportações chegariam a 381 mil veículos em 2020, o que já representaria uma queda de 11% sobre as 428 mil unidades embarcadas no ano passado.