
Em comunicado, o presidente da entidade, Luiz Moan, que esteve com o ministro Fernando Pimentel (MDIC) para a entrega das duas propostas, comenta a importância do projeto: “Exportar 1 milhão de unidades será fundamental em 2017, quando teremos capacidade produtiva mais elevada após a conclusão dos aportes já anunciados pelos fabricantes que totalizam mais de R$ 75 bilhões”.
O Exportar-Auto, primeira bandeira levantada por Moan quando assumiu a presidência da Anfavea, em abril deste ano (leia aqui), traz medidas baseadas em cinco eixos estratégicos, que incluem tributação, financiamento e garantias às exportações, custos trabalhistas, logística e facilitação ao comércio com simplificação de processos aduaneiros, que possam garantir maior agilidade e menores custos, além de acordos preferenciais.
A entidade não detalha como essas medidas seriam colocadas em prática, mas defende que tal volume projetado pelo programa trará impactos positivos para o País, como o aumento da geração de divisas, superávit na balança comercial do setor, redução do índice de ociosidade da indústria e geração de empregos e de negócios da cadeia produtiva.
O melhor ano do Brasil em exportação de veículos foi 2005, quando foram embarcadas 970 mil unidades, período em que a balança comercial, incluindo autopeças, registrava superávit de US$ 9 bilhões. Em 2012, as exportações totalizaram 486 mil veículos, com déficit de US$ 10 bilhões na balança. Para 2013, as projeções indicam que as exportações devam chegar perto das 550 mil veículos.