
A fornecedora deixou de fazer entregas por causa de uma greve que enfrenta em sua planta. Segundo a Toyota, há algumas semanas a empresa tem a sua produção afetada por questões trabalhistas. Os funcionários da unidade pedem a mudança da representação sindical. Atualmente eles integram o sindicato da indústria têxtil local. O objetivo é mudar para o Sindicato dos Metalúrgicos do São José dos Campos.
A Toyota espera que a situação seja resolvida logo, evitando que a interrupção da produção se estenda para a próxima semana. Ainda assim, nada está confirmado.
A planta de Indaiatuba trabalha em dois turnos com duas horas extras diárias para fazer 320 carros por dia. Além disso a unidade tem operado em sábados alternados com jornada menor, seguindo acordo firmado com o sindicato local. O ritmo da unidade demonstra que a Toyota é exceção entre as empresas da indústria automotiva, que têm reduzido fortemente a produção nos últimos meses como resposta à queda do mercado.
A montadora lembra que a interrupção é prejudicial para os seus outros fornecedores, que não podem fazer as entregas no ritmo esperado. A rede de distribuição da marca também sofre, já que a demanda pelo Corolla vai bem. O sedã, apesar do patamar de preço elevado, acima de R$ 70 mil, foi o décimo carro mais vendido do Brasil de janeiro a outubro, com 55,2 mil emplacamentos.