
Paulo Takeuchi, presidente da entidade, informa que o desempenho fraco é resultado do maior rigor das instituições financeiras para liberar crédito, exigência de entrada na compra de motos e diminuição do número de parcelas dos financiamentos. “Cerca de 60% das nossas vendas são feitas por crédito direto ao consumidor. Temos uma forte dependência disto”, afirma.
Soluções para 2010
Para alavancar os negócios no próximo ano a entidade busca estímulos em duas frentes. A primeira é o governo federal, com quem os fabricantes discutem uma nova isenção da Cofins, como aconteceu de abril a setembro de 2009.
O setor também negocia com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal a liberação de R$ 3 bilhões em crédito para a compra de motos. Com isso, Takeuchi espera um crescimento de 15% nas vendas ao mercado interno, 16% nas exportações e 23,5% na produção em 2010.
O desempenho de 2008, quando o segmento movimentou US$ 2 bilhões, só deve ser alcançado novamente em 2011. Mesmo assim o presidente da entidade não enxerga 2009 como um ano completamente negativo.
“As empresas tiveram tempo de investir na atualização tecnológica de seus produtos. Houve inovações com a moto com motor flex e criação de motos de baixa cilindrada com injeção eletrônica”, destaca.
Takeuchi acredita que 2009 trouxe estruturação e amadurecimento da indústria de motocicletas, que agora está pronta para atender a um aumento da demanda nos próximos anos.