logo

Fábricas da GM permanecem paradas enquanto sindicato negocia reintegração

Metalúrgicos tentam acordo para os descontos nos salários durante a greve e montadora fala em PDV
Author image

Ana Paula Machado

07 nov 2023

2 minutos de leitura

Imagem de Destaque

Os funcionários da General Motors (GM) em São Paulo permanecem parados enquanto negociam com a montadora a reintegração das 1.245 pessoas demitidas por telegrama no mês passado, nas três fábricas paulistas. Em nota conjunta, os sindicatos dos metalúrgicos afirmaram que a companhia confirmou a reintegração, mas não como será realizado.

“A GM confirmou o cancelamento de todas as demissões realizadas no dia 23 de outubro. No entanto, não chegamos a um acordo em relação às demais questões. Por isso, as negociações prosseguem e continuamos mobilizados”, diz o comunicado dos trabalhadores.


LEIA MAIS:– Parada na produção da GM em São José atingirá outros setores
– GM quer aumentar produção de carros elétricos, mas cortará 200 empregos


Entre as questões estão a abertura de um plano de demissão voluntária (PDV) proposto pela GM e os descontos nos salários no período de greve, segundo os sindicatos. Nesta terça-feira, às 14h, montadora e metalúrgicos retomam as negociações. 

No sábado, após a GM perder todas as ações na Justiça do Trabalho para manter os desligamentos, a montadora acatou a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) e anunciou o fim de todas as demissões. 

Em todas as decisões, os juízes apontaram que a GM violou os acordos coletivos de layoff, que garantiam estabilidade no emprego para todos os trabalhadores das fábricas de São José dos Campos e Mogi das Cruzes.

Os juízes também fundamentaram a decisão na falta de negociação da empresa com os sindicatos, antes das dispensas. A GM descumpriu tese do Supremo Tribunal Federal, em que toda empresa deve proceder negociação coletiva antes de realizar demissão em massa.

Os trabalhadores começaram a receber os comunicados das demissões no dia 21 de outubro, por meio de telegramas e e-mails. Foram 839 funcionários demitidos em São José dos Campos, 300 em São Caetano e 105 em Mogi das Cruzes.