
Pelos registros da entidade, somente a Honda dispensou este ano 718 trabalhadores, 71,4% a mais do que cortou nos cinco primeiros meses do ano passado. As dispensas na Yamaha este ano somam 176 trabalhadores, número semelhante aos 173 desligados no período equivalente de 2011.
Reportagem recente de um jornal de Manaus informa que os cortes na Yamaha têm atingido não só funcionários envolvidos diretamente na montagem, mas também chefes de setor. Outras fábricas tiveram cortes este ano, entre elas Kasinski e Suzuki. De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, a entidade conseguiu evitar mais demissões fazendo acordos com as fabricantes, como reduções de jornada.
Já haveria linhas de montagem cumprindo 30 horas semanais, que serão cobradas mais tarde, atingindo picos de 60 horas quando a produção assim exigir. O sindicato também prevê problemas nos próximos dias para o setor de eletroeletrônicos em razão de uma greve dos auditores fiscais, que prejudica o desembaraço de componentes eletrônicos.