
No acumulado do ano o País fabricou 712,8 mil unidades, resultando em queda de 31% ante o mesmo período do ano passado. O segmento mais atingido foi o de motos entre 450 e 800 cc, cuja produção caiu 60,4%. “Essa queda acentuada ocorreu porque os fabricantes tiveram de se ajustar aos seus estoques”, afirma Fermanian. A menor queda, de 16,2%, ocorreu para os modelos de 161 a 449 cc por causa do lançamento da Honda XRE 190 este ano e do retorno da 250 Twister no fim do ano passado.
-Veja aqui os números da Abraciclo
O baixo volume de exportações também impede o crescimento da produção local. No acumulado do ano o Brasil enviou ao exterior 43,7 mil unidades, volume 4,7% menor que o registrado no mesmo período de 2015. Entre as dificuldades para vender motos aos países vizinhos a Abraciclo cita a falta de competitividade ante modelos asiáticos de baixa cilindrada.
Fermanian lembra também o fato de as motos brasileiras estarem alinhadas à Europa em legislação de emissões, o que não ocorre nos mercados ao seu redor.