
“A tendência é que ocorram novos ajustes nos próximos meses. A produtividade caiu bastante e está atualmente em 70 motos montadas por trabalhador a cada ano. Em 2014 eram 85 unidades para cada um”, recorda Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, que reúne os fabricantes do setor instalados em Manaus.
O executivo admite que Honda e Yamaha tendem a ter mais cortes por serem as duas maiores. “Mas outros fabricantes devem fazer ajustes também”, diz. A Yamaha promoveu mudanças significativas no comando no início do ano e recorreu ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE, veja aqui). E em março a Honda fechou uma das duas grandes alas de montagem de motos e abriu um Programa de Demissão Voluntária (PDV), que teve mais de 500 adesões.
A dificuldade enfrentada pelo setor ocorre pela queda na venda de motos no mercado interno, que terminará 2016 com cerca de 900 mil unidades, 26,7% a menos que em 2015 (veja aqui).
Assista à entrevista com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo: