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Falta emoção no ambiente corporativo

O consultor de carreiras do setor automotivo e sócio da Steer Recursos Humanos, Ivan Witt, comentou o tema que tem despertado preocupação nas montadoras e empresas de autopeças: o apagão de engenheiros. Segundo o analista, o Brasil forma 32 mil engenheiros anualmente, cerca de 10% do total de formandos. Enquanto isso, na China saem 400 mil engenheiros das universidades anualmente, cerca de 32% dos formandos do país.
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Giovanna Riato

12 abr 2010

1 minutos de leitura

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Para um ritmo de crescimento anual de 3% no PIB serão necessários 65 mil novos engenheiros por ano. O volume deve gerar a falta de 150 mil profissionais em 2013. O cenário mostra que as vagas para engenheiros devem aumentar a atratividade, já que de sete formados apenas dois ocupam funções como assalariados na profissão.

“É necessário oferecer salários melhores e tocar a emoção dos profissionais que chegam ao mercado. Eles querem ficar longe da burocracia e buscam um ambiente tecnológico para trabalhar. Falta emoção no mundo corporativo”, informa Witt.

O consultor explicou ainda que o setor automotivo precisa recuperar a imagem de alta tecnologia que tinha há alguns anos. Segundo ele, os jovens que saem da universidade hoje enxergam no segmento empresas lentas, burocráticas e que agridem o meio ambiente.