De acordo com a associação, o setor de locação de veículos pagou em 2011 um total de R$ 1,86 bilhão em impostos contra R$ 1,69 bilhão no ano anterior, aumento de 10%.
O volume de veículos que compõe a frota das 2.083 locadoras associadas somou 445,4 mil unidades em 2011, 7,5% maior do que o observado em 2010. Mais da metade dos carros disponíveis para locação, 64%, são modelos populares (em 2010 eram 60%). A idade média dos modelos subiu de 15 meses em 2010 para 17 meses em 2011. A maior parte dos locatários, 40%, atua no setor de serviços, enquanto 30% são da indústria.
Quanto à utilização, 55% dos veículos alugados foram dedicados à terceirização (aluguel de frota para empresas), enquanto 25% foram para aluguel em turismo de negócios e 20% em turismo de lazer.
RANKING POR MARCAS
Em 2011, o ranking por marcas sofreu reviravoltas. Após quatro anos consecutivos liderando as vendas para o setor, a Volkswagen perdeu o posto para a Fiat. Enquanto a marca italiana abocanhou 29,67% das vendas para as locadoras, a VW ficou com fatia de 27,19%. Um ano antes, os porcentuais eram invertidos, Fiat com 27,91% e Volkswagen com 29,53%.
A General Motors, terceira no ranking, foi a marca que mais perdeu participação, passando de 24,54% em 2010 para 18,95% em 2011. Para o presidente da entidade, Paulo Gaba Júnior, a montadora realizou lançamentos de modelos com características que agradam mais ao mercado varejista. “Por mais que sejam modelos globais, eles ainda não atendem a preferência do frotista.”
O executivo destacou o desempenho da Renault, neste mercado desde 2008, que tirou da Ford o quarto lugar. A francesa viu crescer em 3,26 pontos porcentuais sua fatia de vendas, para 5,75% em 2011, enquanto a americana encerrou com 3,91%. “A Renault mais que dobrou seu share por ter produtos compatíveis com nossas necessidades e pelas condições comerciais oferecidas pelo banco da montadora. A Ford, assim como a GM, teve uma série de lançamentos voltados para o varejo, sem impactar o atacado.”
A Toyota figura no quinto lugar com 1,43% das vendas, enquanto outras montadoras orientais como Nissan, Hyundai e chinesas somaram 13,10%.