
Na nota, a companhia informa que o lucro operacional registrado no período continha itens especiais positivos equivalentes a € 300 milhões, devido aos ajustes cambiais relacionados as provisões do escândalo de fraude de emissões, entre outros fatores. Ainda de acordo com o comunicado, não fosse esses ajustes, o lucro operacional teria diminuído para € 3,1 bilhões, representado queda de 6%.
“À luz da ampla gama de desafios que estamos enfrentando atualmente, em geral estamos satisfeitos com que realizamos e para o que será, sem dúvida, um exigente ano fiscal de 2016. No primeiro trimestre, mais uma vez conseguimos limitar os efeitos econômicos da questão diesel e alcançar resultados respeitáveis em condições difíceis. Isso mostra que, com a carteira de marcas fortes e a boa posição em muitos mercados, o Grupo Volkswagen está baseado em fundamentos muito robustos”, disse o CEO global e presidente do conselho de administração da Volkswagen, Matthias Müller.
“Garantir a força financeira robusta do Grupo Volkswagen no longo prazo permanece como uma das maiores prioridades diante dos efeitos esperados da questão das emissões”, acrescentou o diretor financeiro Frank Witter.
A liquidez da divisão automotiva subiu 25% nos três primeiros meses do ano para quase € 26 bilhões. “A liquidez mais elevada nos dá a estabilidade financeira e a flexibilidade de que precisamos para ser capaz de gerir os desafios que ainda estão por vir e crescer de forma lucrativa. No entanto, vamos continuar a dar prioridade à gestão disciplinada de custos e concentrando nossos investimentos de forma consistente em temas relacionados ao futuro”, reforça Witter.
DESEMPENHO POR MARCAS
Entre as marcas houve um mix de resultados: a Volkswagen reduziu significativamente seu lucro operacional, passando de € 514 milhões no primeiro trimestre de 2015 para € 73 milhões no mesmo período deste ano devido à queda das vendas em 4,3%, para 1,1 milhão de unidades. O faturamento da marca recuou 4,6%, para € 25,1 bilhões.
Já a Audi beirou a estabilidade ao reportar ganhos operacionais de € 1,3 bilhão contra os € 1,4 bilhão do ano anterior. O faturamento chegou a € 14,5 bilhões, sendo que no primeiro trimestre de 2015 apurou € 14,7 bilhões. As vendas permaneceram com 388 mil unidades, apenas um carro a menos do que há um ano.
Na contramão, a Porsche aumentou suas vendas em 15,4%, para 59 mil unidades nos três primeiros meses de 2016. Com isto, a receita subiu 5,9%, para € 5,9 bilhões, com lucro operacional em € 895 milhões, alta de 17% sobre o apurado em mesmo intervalo do ano passado.
Skoda e Seat tiveram resultados positivos, com lucro operacional de € 315 milhões e € 54 milhões, respectivamente, em parte pelo efeito da melhora dos custos operacionais e de produção. Já a Bentley, marca de luxo do grupo, teve prejuízo de € 54 milhões no período contra lucro operacional de € 49 milhões há um ano devido à baixa das vendas em 22,7%, para pouco mais de 2 milhões de unidades entre janeiro e abril. O faturamento da marca recuou mais de 20%, resultando em € 376 milhões.
A divisão de veículos comerciais que inclui as marcas Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania e MAN, reportaram lucro operacional 13,7% menor neste primeiro trimestre, passando de € 165 milhões para € 142 milhões. As vendas tiveram leve queda de 2,5%, para 118 mil unidades, embora a receita tenha ficado estável em € 2,7 bilhões.
Enquanto isso, a divisão de serviços financeiros, incluindo o Banco Volkswagen, reportou aumento de 21,9% no lucro operacional, para € 492 milhões.