
Dentre as sinergias esperadas com a concretização do negócio, as empresas apontam ganho de robustez nas áreas de mobilidade elétrica, direção autônoma e tecnologias que compõem o chamado cockpit do futuro. Houve um acordo para que as sedes das empresas sejam mantidas em seus respectivos países, com a Hella em Lippstadt, na Alemanha, e a Faurecia em Nanterre, na França.
“Esta combinação é uma oportunidade única para criar um líder global em tecnologias automotivas. Estou convencido de que Faurecia e Hella se encaixam de maneira excepcional, pois compartilhamos uma visão, valores e cultura comuns. Ao combinar nossos portfólios de produtos e alcance de mercado, aceleraremos o crescimento lucrativo”, disse Patrick Koller, CEO da Faurecia.
Para a Faurecia, o negócio representa novas oportunidades de vendas para a Hella, aproveitando o relacionamento que ela tem com as principais montadoras instaladas na China e no Japão. Por outro lado, a Hella beneficiará a operação da Faurecia junto às montadoras de veículos premium na Alemanha e nos Estados Unidos.
A Hella mantém uma fábrica em Indaiatuba (SP) e, na unidade, as informações sobre a aquisição ganharam corpo na sexta-feira, 13. Segundo fonte familiarizada com a operação local, houve um comunicado enviado pela matriz informando sobre o anúncio que seria realizado no sábado, mas sem mencionar o comprador – além da Faurecia, havia o interesse da Knorr-Bremse na aquisição da Hella. O anúncio, enfim, chegou por e-mail, e na segunda-feira, 16, foram realizadas reuniões on-line sobre o tema.
“Ainda que seja tudo muito preliminar, existe uma certa expectativa em torno das oportunidades que o negócio pode gerar para a operação brasileira em campos onde a empresa ainda não atua. Ainda não está fechado se serão mantidas as marcas ou se todas as operações levarão a marca Faurecia”, contou a fonte.
O fechamento do negócio ainda precisará receber o aval das entidades antitruste da Alemanha em setembro.