
Com investimento de R$ 60 milhões (incluindo o centro tecnológico, com R$ 3 milhões) a unidade fabril tem capacidade de produção para equipar cerca de 1,4 milhão de veículos leves e 60 mil pesados por ano e foi projetada para expandir em 40% a capacidade do grupo por aqui.
O presidente do conselho e CEO Yann Delabrière, que veio ao Brasil especialmente para a inauguração, enfatizou que o País, assim como a América do Sul, é de grande importância na estratégia de crescimento global. No ano passado, a região foi responsável por 5% das vendas globais da companhia, o que representou € 729 milhões, valor 15% superior ao registrado em 2010. No primeiro trimestre deste ano, apesar da produção de veículos leves ter caído 6,1%, a companhia obteve crescimento de 3,5% nas vendas em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Até 2015 projeta dobrar seu faturamento na América do Sul, para € 1,1 bilhão, incluindo as três unidades de negócio: controle de emissões, assentos automotivos (bancos) e sistema de interiores.
Para alcançar a meta do faturamento, mais duas unidades iniciam suas operações ainda este ano, mais precisamente em setembro, informa o diretor geral da divisão de Tecnologia de Controle de Emissões no Mercosul, Abdo Kassisse. As plantas serão localizadas nas cidades de Piracicaba e Sorocaba (SP), alocadas nos complexos industriais de Hyundai e Toyota, respectivamente, para as quais foram aplicados entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões em cada uma. As fábricas foram desenhadas no modelo just in time e serão responsáveis pelo fornecimento dos sistemas de exaustão para as duas montadoras, com capacidade para 100 mil unidades por ano, ambas com possibilidade de dobrar esse volume, disse o executivo.
Ele também revela que as outras duas plantas planejadas para o País já têm local definido, uma em São Paulo, na cidade de São Bernardo do Campo, que vai estrear a empresa no mercado nacional de sistemas de exteriores com a produção de para-choques para a Volkswagen. A outra unidade atenderá a Nissan em Resende, no Rio de Janeiro, ambas devem ser inauguradas no início de 2013 também configuradas no sistema just in time. “No médio prazo, a Faurecia investirá no Brasil o equivalente a R$ 100 milhões”, disse Kassisse, acrescentando que a divisão de sistemas exteriores é que deverá apresentar o crescimento mais rápido entre as demais unidades de negócio nos próximos três anos.
Além do Brasil, a expansão se estenderá para a Argentina, com uma nova fábrica a ser construída nas Malvinas, a terceira no país vizinho, onde já possui plantas em Córdoba e Buenos Aires.
OPORTUNIDADE
Integrado ao plano de expansão, a Faurecia estreou no mercado de veículos comerciais pesados no Brasil por meio de uma parceria com a Cummins, acordo iniciado em 2011 para o desenvolvimento e produção conjunta de sistemas de exaustão (RJ), na fábrica já existente em Porto Real (RJ). Os sistemas complementam os motores Euro 5, que atendem a nova norma de emissão vigente, o Proconve P7.
Para Jean-Marc Hannequim, vice-presidente global da divisão de Tecnologia de Controle de Emissões, a América do Sul apresenta grande potencial de mercado para o segmento de pesados. “Aqui há uma grande oportunidade de crescimento, com os países se preparando para os novos níveis de emissões exigidos por lei”, ressaltou.
Com a nova parceira, a Faurecia integra seus componentes nos motores Cummins que equipam o Ford Cargo e o MAN VW Worker, ambos com sistema SCR.