
A Alfa Romeo será um dos focos com a chegada de novas variantes inclusive em desempenho do novo sedã Giulia, bem como do estilo e recursos atualizados do hatchback Giulietta.
“Com os novos modelos chegando ao mercado esperamos consolidar a tendência de melhoria que estamos encontrando atualmente na Europa”, afirma Alfredo Altavilla, que comanda as operações da Fiat na região.
Enquanto a reviravolta na Europa representa parcialmente um sinal de recuperação do mercado, há outros desafios importantes como os negócios da empresa na América Latina, onde a empresa, bem como todo o setor, está enfrentando recessão no Brasil, além das perspectivas ainda incertas na China e Estados Unidos.
Em janeiro deste ano, Marchionne anunciou um ajuste na estratégia até 2018 para se adaptar às novas condições de mercado, considerando além de outros fatores o crescimento mais lento na China. Ao fazê-lo, o CEO adiou a introdução de modelos maiores da Alfa Romeo – principalmente na China – em favor da atualização de versões topo da linha na Europa.
Alguns fatores, no entanto, podem ajudar a FCA a alcançar novos resultados no mercado europeu, como o imbróglio envolvendo a Volkswagen, maior montadora do Velho Continente e cujos esforços de liderança global foram desviados a fim de encontrar uma saída para o escândalo sobre a fraude de emissões. Tal combinação poderia ajudar a FCA a ganhar participação de mercado, uma vez que as vendas locais estão projetadas para subir 7,7% em 2016, para 1,26 milhões de veículos.
“Ajudado pela introdução de novos modelos, esperamos que a Fiat supere o mercado europeu neste ano”, disse Massimo Vecchio, analista da consultoria Mediobanca. Segundo o analista, as vendas da Fiat devem aumentar cerca de 8% na região em 2016.
Além de dobrar o lucro, a FCA tem como meta até 2018 eliminar € 5 bilhões em dívida industrial e gerar um excedente de € 4 bilhões em caixa.