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FCA é acusada de fraudar emissões nos Estados Unidos

A FCA, Fiat Chrysler Automobiles, está novamente na mira das autoridades por suspeita de fraude no controle de emissões de seus veículos. Depois de ter sido questionada na Europa no ano passado (leia aqui), a companhia é acusada agora por autoridades dos Estados Unidos. A EPA, agência de proteção ambiental do país, aponta que 104 mil picapes RAM 1500 Eco Diesel vendidas desde 2014 podem estar equipadas com software ilegal que mascara o excedente de emissões do motor 3.0.
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Redação AB

12 jan 2017

2 minutos de leitura

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“Nós continuamos a investigar a natureza e impacto destes dispositivos. Todas as montadoras devem jogar com as mesmas regras. Nós vamos continuar a impedir que companhias obtenham vantagens competitivas ilegais”, destacou Cynthia Giles, da EPA. “Mais uma vez uma grande fabricante de veículos decide desrespeitar as regras e é pega”, complementou Mary Nichols, diretora da organização de proteção ambiental da Califórnia.

A FCA declarou estar desapontada com a postura da EPA de emitir uma notificação de violação imediatamente. “Pretendemos trabalhar com o próximo governo para apresentar este caso e resolver a questão de forma justa, garantindo que os motores a diesel cumpram todos os requisitos”, destacou a empresa em comunicado. Pela legislação dos Estados Unidos, os carros podem contar com sistemas auxiliares para o motor, ativados em circunstâncias específicas para impedir danos. Estes recursos, no entanto, precisam ser declarados às autoridades.

A acusação contra a FCA acontece na mesma semana em que a Volkswagen é condenada a arcar com multa adicional de US$ 4,3 bilhões nos Estados Unidos pelo dieselgate, a fraude no controle de emissões de carros a diesel da marca (leia aqui). A companhia já se comprometeu com o pagamento de outros US$ 14,7 bilhões no país.