
O executivo da FCA declarou que a primeira etapa da parceria é trabalhar neste desenvolvimento, mas que novas metas devem surgir a partir daí. Diferentemente de outros dirigentes da indústria automotiva, Marchionne diz estar aberto a experimentar e descobrir novos modelos de negócio em parceria com empresas de tecnologia. Para ele, ao explorar o potencial do carro autônomo no mercado, é essencial considerar novos parceiros.
“Nós precisamos estar prontos para passar por esta transição de forma colaborativa, com pessoas que historicamente são vistas como intrusas e potenciais inimigas do nosso negócio”, apontou em entrevista à agência Automotive News Europe, em referência ao interesse do Google no setor automotivo nos últimos anos e à falta de habilidade das montadoras para lidar com este possível novo player do mercado.
Marchionne avalia que, neste momento de transformação, ainda há uma série de questões incertas, mas que é necessário fazer tentativas para encontrar novos formatos de negócio. “A questão mais importante é: qual é o modelo econômico que determina a divisão das receitas de um possível futuro modelo?”, perguntou, acerca da possibilidade de que um automóvel seja desenvolvido a quatro mãos por uma montadora e uma empresa de tecnologia. “Eu não tenho a resposta, mas nunca saberemos enquanto não começarmos a trabalhar nisso.”