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FCA negocia associação com Foxconn para fazer elétricos na China

A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) confirmou que está em negociações com a Foxconn para produzir na China carros elétricos e sistemas de conexão entre veículos. Segundo comunicado divulgado pela FCA na sexta-feira, 17, as duas empresas começaram a discutir uma associação (joint venture) em partes iguais para unir as especialidades de ambas e assim atender a crescente e meteórica demanda por veículos eletrificados no mercado chinês, onde a partir deste ano as montadoras têm obrigação legal de vender porcentuais mínimos de modelos livres de emissões.
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Redação AB

17 jan 2020

2 minutos de leitura

Com sede em Taiwan, a Foxconn é a maior fabricante de componentes eletrônicos e de computadores no mundo, incluindo telas sensíveis ao toque. O objetivo da joint venture seria juntar a especialidade de projetar e produzir automóveis da FCA (dona das marcas Fiat, Alfa Romeo, Maserati, Jeep, Ram, Dodge e Chsrysler), com a experiência da Foxconn em fornecer tecnologia para telefonia móvel, para desenvolver uma nova geração de carros movidos por baterias elétricas e se engajar na rede de comunicação entre veículos (a chamada IoV, ou Internet dos Veículos).

A proposta inicial de cooperação será focada integralmente no mercado chinês. As duas empresas estão em processo para assinar um acordo preliminar que irá direcionar as discussões até um entendimento melhor detalhado, o que segundo a FCA deverá acontecer “em poucos meses”. Contudo, a fabricante de veículos sublinha que também existe a possibilidade de o negócio demorar mais ou nem mesmo acontecer.

Ao mesmo tempo em que a FCA está mais atrasada nos projetos de eletrificação na comparação com os principais concorrentes, a empresa também está em processo de fusão com já acertada com o Grupo PSA, dono das marcas Peugeot, Citroën, DS e Opel. O negócio deverá agregar à FCA novas plataformas de carros híbridos e elétricos já desenvolvidos pela PSA. A associação com a Foxconn ficará pendente de necessariamente atender as conveniências e passar pela aprovação do novo grupo que surgirá.