
O Ebit ajustado foi de € 800 milhões contra os € 655 milhões de um ano antes, com todos os segmentos alcançando resultados positivos, exceto pela América Latina, que amargou prejuízo de € 65 milhões. A dívida industrial líquida da FCA foi de € 8,6 bilhões, € 900 milhões maior que no fim do ano passado, principalmente devido ao momento das despesas de capital e à sazonalidade de capital de giro. A liquidez permaneceu em €25,2 bilhões.
Apesar das vendas do grupo terem diminuído 2% no período, para 1,1 milhão de unidades entregues em todo o mundo, a receita líquida cresceu 19% na comparação anual, para € 26,4 bilhões. Deste total, a região Nafta, que compreende Canadá, Estados Unidos e México, foi responsável pelos ganhos de € 16,1 bilhões, alta de 38% sobre o resultado do primeiro trimestre do ano passado. Por lá, as vendas subiram 5,5% nos primeiros três meses do ano, para 587 mil unidades.
Na contramão, a América Latina apresentou queda de 21% da receita, para € 1,55 bilhão, com a venda de 153 mil veículos, 28,5% abaixo do volume verificado há um ano. O relatório destaca a fraqueza dos negócios no Brasil e a queda da participação da Fiat no mercado doméstico, de 22,7% no primeiro trimestre de 2014 para 19,7% no 1º trimestre deste ano, caindo abaixo dos 20% pela primeira vez em muitos anos. Na Argentina, a participação de mercado da montadora foi de 13,2% para 12,6% em um ano.
Na Europa, a empresa viu aumentar a receita em 8% nos três primeiros meses do ano, para € 4,68 milhões, com vendas 10,5% maiores. Por outro lado verificou crescimento financeiro bem mais tímido na Ásia-Pacífico, de 1%, para € 1,51 milhão, onde as entregas ficaram estáveis.
Em separado, Ferrari e Maserati faturaram respectivamente € 621 milhões (estável) e € 523 milhões, queda de 19%. A divisão de componentes da companhia, que inclui Magneti Marelli, Teksid e Comau, elevou a receita em 17% no primeiro trimestre, para € 2,43 milhões.
PERSPECTIVAS
O Grupo FCA confirmou suas previsões para 2015, esperando que as vendas atinjam entre 4,8 milhões a 5 milhões de unidades em todo o mundo contra os 4,6 milhões de veículos entregues em 2014, impulsionado pelo crescimento da América do Norte previsto em 1,5%, de 19,9 milhões no ano passado para 20,2 milhões de unidades este ano.
Já para a América Latina a previsão de venda é de queda de 15,3%, para algo como 4,4 milhões de veículos, afetada por piores condições de comércio nos mercados-chave – Brasil e Argentina. Aqui, a FCA espera que a indústria encerre o ano com desempenho negativo, devido à contração do PIB e ao fim do desconto do IPI, que voltou à alíquota integral desde janeiro. NO mercado vizinho, é esperado um declínio devido à contínua incerteza econômica.
Na Ásia, a empresa projeta crescer 4,6%, com 29,5 milhões de veículos, puxados por China, Austrália e Coreia do Sul, apesar da expectativa de contração dos negócios no Japão. Enquanto que para a Europa estima-se alta de também quase 5%, para 15,4 milhões de unidades.
No âmbito financeiro, a estimativa é de receita líquida de aproximadamente € 108 bilhões, esperando fechar o ano com Ebit de €4,1 a €4,5 bilhões e lucro líquido entre € 1 bilhão e € 1,2 bilhão, com ganhos equivalentes entre € 0,64 e € 0,77 por ação.