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FCA tem pior resultado em ranking de emissões de CO2 nos EUA

Pelo quarto ano consecutivo, a FCA Fiat Chrysler figura como a última colocada no ranking de emissões de CO2 entre as maiores fabricantes de veículos dos Estados Unidos, de acordo com o relatório anual da EPA, Agência de Proteção Ambiental do país, e que se refere aos dados de 2014.
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Redação AB

20 jan 2016

2 minutos de leitura

A situação da montadora é ainda pior uma vez que a agência planeja tornar mais exigentes as metas de CO2. Em 2025 a EPA irá limitar as emissões a 163 gramas por milha. No relatório atual, a FCA relatou uma média de 428 gramas por milha, sendo que a Mazda, melhor colocada no ranking, reportou 302 gramas.

Para cumpri-las, a FCA, especialmente a Chrysler, terá de melhorar suas condições de forma ainda mais rápida do que suas rivais – maiores e com mais recursos – e que também estão na corrida para reduzir suas emissões, porém, mais adiantadas, aponta Maryann Keller, consultor independente da indústria automobilística de Stamford, Estados Unidos.

“A FCA não tem os recursos para cumprir os requisitos de emissões”, disse Keller à agência de notícias Automotive News. “Não é uma empresa que pode sobreviver na sua forma atual.”

Já para o analista Kevin Tynan, da Bloomberg Intelligence, se a FCA falhar pode ser forçada a parar de fabricar alguns de seus utilitários, categoria que segundo ele representa 90% de seu lucro. “Ou, para continuar a fazê-los, poderá ser forçada a uma nova aliança”, afirmou.

Além disso, a FCA também enfrentará duras metas de economia de combustível. Em 2025, a EPA exigirá às montadoras aumentar a média de milhas por galão em 50%, para 54,5 mpg. Adicionalmente, o estado da Califórnia exigirá que 15% das vendas sejam oriundas de veículos com emissões zero, movidos a célula de combustível ou a baterias.

A EPA não cobra multas por excesso de CO2, mas suas regras podem fazer com que a FCA repense sua dependência dos utilitários leves. E se a montadora continua atrasada no quesito economia de combustível, corre o risco de pagar multas à NHTSA, agência de segurança viária, que poderiam totalizar US$ 55 por veículo para cada milha-por-galão não cumprida.

“Aconteça o que acontecer, a empresa pretende cumprir ambos os mandatos”, declarou à Automotive News o porta-voz da FCA nos Estados Unidos, Eric Mayne.

Durante o Salão de Detroit, Sergio Marchionne, CEO do Grupo FCA, afirmou que a empresa deverá satisfazer as futuras exigências com a redução de emissões de suas picapes, entre outras medidas, bem como com o desenvolvimento de uma minivan plug-in. Ele lembrou que a empresa já vende o elétrico Fiat 500E movido a bateria nos estados da Califórnia e do Oregon.


Fonte: Bloomberg/Automotive News