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Fechamento 2010

Os números publicados pelo IBGE na semana passada mostram que a taxa de desemprego no Brasil é de 5,7%, a menor dos últimos oito anos. Na minha cidade natal, Porto Alegre, o índice foi de 3,7%, uma das mais baixas taxas de desemprego do mundo.
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Redação AB

21 dez 2010

3 minutos de leitura

O Ministério do Trabalho também divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, que mostram que 138.247 empregos com carteira assinada foram criados no mês passado. Acumulativamente, entre janeiro e novembro, 2,5 milhões de postos de trabalho formais foram abertos, recorde para o período.

Ao mesmo tempo, os números de venda de veículos em dezembro, caminham para um novo recorde, mesmo com as restrições de crédito recentemente anunciadas.

É emocionante vivenciar esses momentos. Em 2011 completarei 50 anos de idade, 30 de trabalho e 27 de formado. Minha filha mais velha de 22 anos acaba de formar-se em economia e a mais nova que completou 18 anos na semana passada, está prestando vestibular para psicologia. Ambas cresceram sob uma política financeira estável, e experimentaram um crescimento econômico e social que minha geração dificilmente ousou sonhar.

O país, quando me formei, tinha a maior dívida externa do mundo. Hoje é credor. Não precisamos ir longe — dois ou três anos atrás, um notebook custava 5.000 reais e uma TV de LCD de 42 polegadas 10.000 reais. Hoje compram-se excelentes produtos de ambas categorias por 2.000 reais ou menos. A classe média é maioria e o crédito ajuda a aquisição da casa própria, do carro e outros bens de consumo por uma parcela da população que começa acreditar que o amanhã chegou.

Os desafios seguem presentes e de difícil resolução. A questão educacional deverá ser atacada com prioridade pela nova presidente ou nossas taxas de crescimento não se concretizarão por falta de mão de obra. Obras de infraestrutura necessárias para sustentar o crescimento seguem aguardando a burocracia estatal.

Num presente especial de final de ano, para provocar os contribuintes que cada vez pagam maiores impostos, nossos parlamentares aumentaram-se em “apenas” 63% enquanto o povo estava distraído gastando seu suado 13° salário. Que coisa mais feia! Tenham decoro e voltem atrás! Ou venham a público dar satisfações (alô Bonner, convide um de cada partido à bancada do JN para explicar aos contribuintes os porquês desse despropósito e explicarem esse exemplo de transparência e integridade).

Que em 2011 possamos assumir plena e conscientemente o papel de cobradores além do de patrocinadores. Que nossos impostos alavanquem nosso crescimento, melhorem as condições dos brasileiros que necessitam de auxílio, patrocinem as escolas que formarão nossos filhos e netos, garantam nossa segurança e saúde, solidifiquem a democracia, ajudem a polícia federal a capturar e punir exemplarmente todos os que tramam contra a sociedade e a coisa pública.

Do ponto de vista de recursos humanos o próximo ano promete ser muito interessante. Vamos trabalhar juntos por excelentes resultados.

Para o leitor que nos acompanha, desejo um natal de muita gratidão, amor e paz e um 2011 de muita saúde e sucesso!