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Fecombustíveis alerta para problemas com biodiesel

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cria

25 out 2011

3 minutos de leitura

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Automotive Business

Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis, Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes, divulgou nota reafirmando apoio ao Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, mas alerta ser inoportuna e perigosa qualquer tentativa de elevar o percentual de mistura no diesel, sem que todos os problemas técnicos relacionados ao biocombustível estejam devidamente solucionados.

“O biodiesel comercializado no Brasil precisa de ajustes urgentes em sua especificação técnica, assim como é fundamental a revisão das normas de manuseio e armazenagem do produto. Tais revisões já estão em andamento. Infelizmente, vemos com bastante preocupação a pressão política que vem sendo exercida para reduzir o alcance dessas alterações, ao mesmo tempo em que se fortalece o lobby pelo aumento do percentual de mistura no diesel. O biodiesel do Brasil não tem a mesma qualidade do comercializado nos Estados Unidos, na Europa ou mesmo na Argentina e ainda é extremamente caro. A produção está demasiadamente concentrada na soja”, destaca Soares.

Segundo a Fecombustíveis, desde a introdução da adição obrigatória do biodiesel ao diesel em 2008, com percentual inicial de 2% (B2), postos de combustíveis em todo o Brasil vêm relatando casos de formação de borra, entupimento de filtros e necessidade de manutenções mais frequentes. Os problemas se agravaram a partir de janeiro de 2010, quando entrou em vigor o atual percentual de 5% (B5).

Segundo a entidade, somaram-se a essa situação as reclamações de clientes, que voltavam aos postos com laudos de oficinas e concessionárias, demandando ressarcimento por reparos em seus veículos, supostamente decorrentes da má qualidade do combustível.

Lobby

Miranda admite que o programa de produção e uso de biodiesel é um sucesso, mas para ele isso não quer dizer que não existam problemas graves que precisam ser resolvidos, antes de se pensar em qualquer nova elevação da mistura, sob o risco de afetar de forma irreparável a imagem do produto.

O dirigente manifesta preocupação com “o intenso lobby feito pelos produtores de biodiesel pela elevação do percentual de mistura no diesel, em meio ao argumento de que já há capacidade instalada suficiente para atender a uma demanda maior e dos supostos benefícios econômicos e ambientais para o país.”