O cálculo da entidade foi baseado em uma aplicação com rendimento mínimo de 0,3% ao mês (que seria o rendimento descontada a inflação) para as aplicações enquanto o financiado em 60 meses custa cerca de 1,5% de juro ao mês.
“O ideal é que o consumidor troque de carro a cada cinco anos, pois ao comprar financiado estará realizando prejuízo anualmente. O período que o automóvel mais perde valor é no primeiro e segundo anos”, afirma Fabio Pina, economista da Fecomercio. Segundo Pina, após os dois primeiros anos de uso, a perda de valor do veículo se torna bem menor. Outra vantagem é que muitas seguradoras oferecem garantia estendida por 60 meses.
A mesma análise vale para um jovem de 20 anos que, se ao invés de comprar um carro a prazo esperasse por cinco anos (prazo do financiamento) seus rendimentos sobre a entrada e as parcelas que iria desembolsar gerariam R$ 78 mil, descontada a inflação, conforme cálculo da entidade baseado em uma aplicação com rendimento de 0,3%.
Ao final dos cinco anos, além de comprar um carro de R$ 50 mil à vista, e teria um adicional de R$ 28 mil restantes que poderiam continuar aplicados. Repetindo essa fórmula até os 65 anos, o adicional gerado pela aplicação dos recursos seria de mais de R$ 592 mil.
Na hipótese desse jovem aplicar os valores de entrada e das parcelas ao invés de adquirir o veículo parcelado, aos 65 anos ele teria adquirido 9 automóveis por R$ 450 mil (um carro de R$ 50 mil a cada 5 anos) e juntado mais R$ 592 mil reais (equivalente a outros 12 automóveis de R$ 50 mil).
Se optar por logo aos 20 anos financiar e não esperar 5 anos, repetindo esse comportamento, ao chegar aos 65 anos terá comprado 10 automóveis a um custo de R$ 780 mil, e não terá gerado nenhuma poupança. São 10 automóveis financiados que custariam R$ 780 mil, ou, o equivalente a quase 21 automóveis: 9 adquiridos por R$ 450 mil e sobra de caixa de R$ 590 mil.
O prêmio é muito grande para quem é paciente e sabe poupar – resume a Fecomercio.