-Veja aqui os dados da Fenabrave
Conforme adiantado em notícia da Agência Autoinforme na segunda-feira, 1º (leia aqui), o porcentual de queda vem diminuindo. Desta forma, até o fim do ano a redução das vendas deve ser menor do que a verificada nos primeiros meses. A nova projeção da Fenabrave indica que a baixa deve chegar a 18,2% na comparação com 2015, com mercado interno de 2,09 milhões de unidades, entre leves e pesados (leia aqui).
A entidade destaca que julho indicou melhora na média diária de vendas, que avançou cerca de 10% para mais de 8,3 mil carros/dia. Mesmo com um dia útil a menos, o sétimo mês do ano teve número de emplacamentos 5,6% superior ao de junho. Ainda assim, o resultado ficou 20,3% inferior ao de igual período de 2015. “O pior já passou, mas a recuperação será lenta e gradual”, diz Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, indicando que o momento mais agudo da crise já foi superado.
Para justificar o otimismo, o executivo destaca que houve melhora recente nos indicadores de confiança do consumidor. “A situação política também está se resolvendo, o que ajuda na retomada”, constata.
SEGMENTOS
A demanda por veículos leves cresceu 5,3% e junho, com 174,7 mil unidades licenciadas. O volume é ainda 20,3% inferior ao registrado há um ano. No acumulado dos sete meses de 2016 foram licenciadas 1,12 milhão de unidades, com retração de 25,4%. “A inadimplência tem feito os bancos restringirem a oferta de crédito”, aponta.
A situação continua preocupante para as vendas de pesados, que somaram apenas 39 mil veículos no acumulado, com baixa de 31,9%. Foram 30,1 mil caminhões e 8,9 mil ônibus. Em julho a demanda por chassis se aqueceu, com expansão de 62,6% sobre junho, de 14,7% na comparação com igual mês de 2015 e 1,9 mil licenciamentos. Para a Fenabrave, a alta reflete a demanda de última hora do ano de eleições municipais.
Já o licenciamento de caminhões somou 4,6 mil unidades em julho, total 11,6% maior do que o do mês anterior, mas 28,2% abaixo do anotado há um ano. Apesar da expectativa de recuperação do mercado, a Fenabrave avalia que o segmento de caminhões deve demorar para sentir os efeitos de uma melhora na economia. “Precisamos de mais alguns passos”, indica Assumpção.
Assista à entrevista exclusiva com o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr.:
